Matéria: João-de-Barro

Por Cristiane Oliveira

Imagine esse cenário, o canteiro de obras desorganizado, ferramentas espalhadas, materiais como terra, areia, madeira e ferro misturados, sem materiais básicos de proteção, os famosos EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual), trabalhadores trajando bermuda, regata, chinelo de borracha, sem contar que no caminho há um pequeno pedaço de madeira com prego virado para cima esperando um trabalhador apressado ou até mesmo desatento, pisá-lo. Com certeza deve ter lembrado daquela obra próximo a sua casa.

Ainda é comum observamos características desse tipo de ambiente de trabalho, desgastantes, perigosos, com desperdícios, falhas nas etapas construtivas, com baixos salários, jornada de trabalho prolongada, sem citar o total descaso com o trabalhador. 

Porém, há uma nova realidade, a busca da qualidade, ou seja, a necessidade de produtividade com eficiência em um mercado competitivo e exigente até mesmo para as pequenas obras como um diferencial para a contratação de serviços. Por isso é fundamental encararmos a obra como uma linha de montagem numa indústria, alguns serviços só podem começar quando outro termina, portanto, planeje e cumpra o cronograma, trabalhando com metas e objetivos claros que possam ser alcançados pelos operários.

Canteiro de obra limpo e organizado, além de facilitar o serviço, evita acidentes de trabalho e ainda colabora com o meio ambiente por separar, armazenar e destinar os resíduos  para locais que reciclem ou reutilizem o material. Respeite as recomendações de estocagem dos fabricantes reduzindo perdas de materiais. Aproveite ao máximo as novas tecnologias que auxiliem na produtividade e reduz tempo de execução e desperdícios.

Os profissionais liberais, autônomos e prestadores de serviços do setor devem atualizar-se, participem de palestras, cursos, seminários, entre outros, conhecimento nunca é demais e faz a diferença. É importante pensar em qualidade desde a fase de projeto, fique de olho no processo produtivo identificando de maneira rápida, falhas nos serviços executados para não refazer etapas, lembre-se, velocidade e qualidade sempre andam juntas de maneira eficiente. Nunca se esqueça: qualidade envolve custos, porém a falta dela poderá acarretar em custos ainda maiores.

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Nos dias de hoje em que a que as questões ambientais ganham espaço no dia-a-dia das pessoas, é comum alguém se lembrar da Agenda 21, sem entender do que se trata.

 Ela foi criada durante a Conferência de Meio Ambiente realizada no Rio de Janeiro em 1992, quando 179 chefes de Estado  se comprometeram a colocar em prática a Agenda 21. Na ocasião estava clara a necessidade das nações reverem seus conceitos e processo de desenvolvimento sob o risco de esgotar o planeta.

 A Agenda 21 trata das grandes questões relacionadas às políticas de desenvolvimento sustentável, com temas que abordam desde a produção e consumo à luta para erradicar a pobreza do mundo, da dinâmica demográfica à proteção à saúde, do uso da terra ao saneamento básico, da eficiência energética à proteção dos menos favorecidos.

 O Litoral Norte de São Paulo deu início a proposta de criação de sua Agenda 21 Regional em 2003, resultando na construção do Fórum Regional da Agenda 21, nas Agendas 21 Locais de cada município, na elaboração do Plano Regional de Desenvolvimento o Sustentável, na publicação de material de divulgação, além da criação de uma rede de contatos entre instituições públicas, privadas, sociedade civil organizada ou não com um objetivo comum que é o de melhorar a qualidade de vida desta e das futuras gerações.

 Como podemos ver a Agenda 21 não está relacionada apenas com o meio ambiente, mas também com as questões sociais, econômicas e institucionais. Muitas iniciativas estão sendo tomadas neste sentido como a Agenda 21 da Juventude, a Agenda 21 nas escolas, etc. Tudo isso é AGENDA 21.

 A partir desta edição o Jornal João de Barro inicia uma série de reportagens sobre a Agenda 21 de Caraguatatuba e a relação com a Construção Civil.

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A partir deste artigo e em sua série, saiba mais sobre as habilidades do Técnico de Construção Civil e Edificações conhecendo as disciplinas aprendidas no curso. A mátéria de hoje é:

PROJETO INTERDISCIPLINAR (PRI)

Por: Carlos Niemeyer

A disciplina encontra-se presente na grade curricular do curso Técnico de Edificações no 3º e 4º Módulos e integra um importante conteúdo programático afeto ao domínio do planejamento arquitetônico da concepção ao seu detalhamento.

O Técnico de Edificações é um profissional que transita operacionalmente entre o nível superior da construção civil (engenheiros e arquitetos) e seus níveis básicos (serventes, mestres-de-obras, etc) o que exige um bom conhecimento tanto de obras como de projeto. Ao ser consagrado com a titulação do CREA o Técnico poderá PROJETAR e EXECUTAR obras de até 80 m2 de área construída daí a importância desse conteúdo. Nesta disciplina o aluno toma conhecimento dos fundamentos conceituais e metodológicos em arquitetura de edificações o que irá determinar projetos pautados na pesquisa sócio-economica, na linguagem arquitetônica, no conforto ambiental, na funcionalidade, na estética, na racionalidade construtiva e nos preceitos legais.

A disciplina possui uma disciplina-irmã chamada REVITALIZAÇÃO DE EDIFICAÇÕES (REV) que visa aperfeiçoar sua bagagem projetual ao lidar com questões como patrimônio histórico e mudanças de uso em edificações, temas recorrentes nos dias de hoje. O objetivo dessas disciplinas é transmitir práticas de projeto que farão o Técnico de Edificações apto a entender o projeto de arquitetura como um produto diretamente relacionado ao conforto ambiental e o bem estar humano.

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A leitora M. C. D. P. S. nos enviou a seguinte pergunta:

Ouvi dizer que há impacto causado pelas florestas de Eucalipto. Será então que sendo assim a construção com Eucaliptos é mesmo ecológica?

E a nossa equipe procurou o Sidney Martins que já está há muitos anos no mercado com a Martins e Valdisserra Ltda que nos respondeu:
R: Não há ação humana que não tenha impacto ambiental e todos os processos tem um maior ou menor impacto ambiental. Porém, nada tem maior impacto ambiental do que o concreto e a alvenaria. Todos os ingredientes do concreto são minerais de extração, não renováveis e ninguém questiona, basta observar comoficam os lugares de onde se extraem ferro, areia, pedra e as matérias primas do cimento; tijolos e telhas além de serem extraídos do solo ainda sofrem um processo de queima com altíssimo índice de emissão de poluentes. O processamento do ferro, aço e cimento também passa drasticamente pelo mesmo processo de fabricação com altíssima emissão de poluentes. A madeiras nativas nem se fala, seria um recurso renovável, mas são árvores de crescimento lento e ninguém extrai com responsabilidade desde que os portugêses chegaram aqui.

O eucalipto não é nativo do Brasil, veio da Austrália, acostumado à solos difíceis, afinal praticamente metade da Austrália é deserto, é plantado em áreas já desmatadas e usadas à muito tempo em outras culturas, também não sofre insdustrialização, apenas o tratamento em vácuo e pressão (osmopressurização) sem queima de combustíveis.

Toda plantação, que não a mata nativa, que estava naquele lugar vai causar maior ou menos impacto naquele solo, a questão é: se vamos construir ou ocupar um espaço podemos e devemos nos preocupar em causar o menor impacto possível. Seria bastante interessante que se fizesse um estudo dos materiais envolvidos na construção civil e os impactos causados desde a extração, fabricação e instalação.

http://www.monografias.brasilescola.com/

Foto: http://www.monografias.brasilescola.com/

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