Matéria: João-de-Barro

http://jornale.com.br/angel/2008/08/05/predio-verde/

Foto: http://jornale.com.br

Por: Gustavo van Deursen*

Todo brasileiro já decorou: 2014 é ano de Copa do Mundo e 2016 de Olimpíadas. O que nem todo mundo sabe é que além de voltar os holofotes para nosso país, estes dois eventos serão um dos propulsores do crescimento da construção civil a partir deste ano.

No entanto, em tempos de conscientização ambiental global, este crescimento deve servir como um alerta para a delicada relação entre a construção civil e o meio ambiente, tanto na fase de produção de seus insumos e construção, quanto durante toda a vida útil dos edifícios.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Civil Engineering Research Foundation, o meio ambiente é a segunda maior preocupação dos líderes do setor, perdendo apenas para a informática. Toda esta preocupação pode ser justificada pelo fato de que somente este setor consome de 15 a 50% de todos os recursos naturais extraídos, dentre eles mais de dois terços de toda a madeira natural.

Todos estes recursos são finitos e precisam ser levados até cada uma das obras. O resultado disso são reservas cada vez mais escassas e distantes dos grandes centros consumidores (a areia usada atualmente em São Paulo pode vir de mais de 100 km de distância), o que encarece toda a cadeia da obra.

Uma das conseqüências desta imensa quantidade de material utilizada é a igualmente enorme geração de resíduos da construção civil, que em muitos casos supera a própria geração de resíduos sólidos urbanos. Para ficar em somente um exemplo, a prefeitura de São Paulo recolhe diariamente 4.000 (!) toneladas de entulho.

Para finalizar, a atividade primordial da construção – a produção de cimento tipo Portland – é reconhecidamente uma das maiores fontes de emissão de CO2, o mais famoso dentre os Gases do Efeito Estufa, contribuindo com cerca de 5% das emissões globais.

A todos estes problemas, se junta também o fato de que os edifícios já construídos consomem 42% da energia elétrica gerada no país, sendo metade apenas nos sistemas de condicionamento de ar.

Reverter cada uma das questões levantadas neste artigo deve ser, portanto, encarado como prioridade pelo setor como um todo, a fim de que nos aproximemos cada vez mais de um modelo de desenvolvimento econômico menos agressivo ao meio ambiente

* Gustavo van Deursen é engenheiro ambiental e consultor da empresa de consultoria EcoAct.

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Chegamos ao fim da obra, observamos todas as vantagens de uma construção de tijolo solo cimento, mais conhecido como tijolo ecológico, entre elas: produto que não é necessário a queima – portanto, libera menosCO2 - como nos tijolos convencionais, utiliza menos madeira para a confecção de formas em vigas e pilares, canteiro de obras mais limpo e organizado, entre outras descritas nessa série de matérias.

Nesta etapa damos um toque especial, um pouco da nossa personalidade aos ambientes. Na pintura das esquadrias(portas ejanelas) foi utilizado esmalte sintético branco, as paredes internas receberam primeiramente uma demão de seladora e depois 2 demãos de látex PVA.

As paredes externas receberam 2 demãos de resina acrílica diretamente sobre o tijolo, o madeiramento do beiral recebeu 1 demão de seladora para madeira e 2 demãos de verniz duplo filtro solar. Importante que pode ser executado também texturas.

Após o término da pintura foi realizada uma limpeza geral onde o cliente pode receber a casa em perfeitas condições de habitabilidade. Esta etapa da obra durou 6 dias.

Agradecemos por terem acompanhado essa série de matérias sobre o tijolo solo cimento.

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Hoje há uma infinidade de materiais utilizado para essa etapa da construção como por exemplo, as telhas metálicas, telhas de concretos e os alternativos, porém a maioria das obras ainda optam pelos materiais cerâmicos.

Nesta obra foi utilizado uma estrutura de madeira, do tipo Garapeira, manta térmica, e telhas cerâmicas do tipo Italiana.

Para vencer o vão de 3,30m utilizamos vigas de 5×11cm para não haver a necessidade de apoio no meio do vão, ficando assim um visual mais limpo, para o ripamento utilizamos “ripão” 2,5×5cm para que não tenhamos problemas com selamento das telhas.

Embolçamos com telha do tipo “Paulistinha” e utilizamos rufo na lateral esquerda e na divisa da parte de trás, para que não ocorra problemas de infiltração pelos muros das cosntruções vizinhas.

Basicamente, o processo construtivo dessa etapa não tem nenhum diferencial de uma obra convencional, sendo esta concluída em 3 (três) dias.

Estamos chegando quase no final dessa obra…

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Nesse último mês, as chuvas têm castigado as cidades, antes somente grandes municípios viviam esse caos, hoje não precisamos sair do nosso Litoral Norte para sentir na pele o transtorno dos alagamentos.

Os blocos modulares de concreto formam um sistema intertravado de pavimentação, devido ao encaixe de suas peças, além disso, são conhecidos como pavimentos drenantes (pavers), pois são assentadas diretamente sobre a camada de solo e areia, as juntas entre os elementos de concreto permitem o escoamento da água de chuva facilitando assim a drenagem, onde a água não vai em sua totalidade para os bueiros e córregos sendo absorvida pelo solo, por isso essa é uma das soluções alternativas para amenizar as enchentes.

Entre várias vantagens a serem destacadas está à economia, o custo na região é de R$31,00 à R$35,00 /m², o número de peças por m² é 17 a 50 unidades, dependendo do formato, com baixo custo na manutenção, a peça pode ser retirada e recolocada para correção da base do assentamento (areia), não necessita de mão-de-obra especializada para a aplicação. As peças coloridas que eventualmente mancharem não precisa de substituição, pois é só retirar e virar ao contrário reassentando-a. Após a instalação e manutenção o local é logo liberado para o tráfego. Absorvem menos calor quando as peças têm tonalidades mais claras.

Estéticamente é possível criar ambientes diferenciados e únicos, dando efeito de pedra natural, há uma gama de cores, formatos, funcionalidades e espessuras que varia de 6 a 10cm, dependendo de sua aplicação: tráfego leve – ciclovias, calçadas, praças, estacionamentos, garagens, jardins, entre outros - sendo a resistência a compressão em 35 MPa e tráfegos pesados – estradas, pátios de descargas, terminais portuários, postos de gasolina, etc - nesse caso a resistência a compressão chega a 50 MPa.

O cuidado necessário para esse tipo de situação é ter um projeto bem calculado para determinar a espessura dos blocos e principalmente cuidados na execução da sub-base e subleito, importante lembrar que nesse caso é preciso mão-de-obra especializada e a brita ou bica corrida utilizada é substituída por entulho limpo na granulometria correta. Cidades do Litoral, vale a pena investir nessa opção!

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