Matéria: João-de-barro

É uma etapa que exige muita atenção ao ler o projeto, pois o fator principal está na primeira fiada, pois as marcações das instalações hidráulicas, esgoto, elétricas, esquadrias e os esquadros (arranques), devem coincidir com os furos do tijolo solo-cimento, além de sempre conferir o nível e o prumo da alvenaria.

A primeira fiada é assentada com argamassa de areia e cimento e as camadas subseqüentes são feitas com solo-cimento, a cada cinco fiadas há o grauteamento (encher de concreto) nos pontos de colunas e próximos ao assentamento das esquadrias no qual servirão de sustentação para as vergas e contra-vergas.

É utilizado de duas a três etapas de ferro, no ponto de empeno é usado mais um pedaço, mede em média 1,5m (um metro e meio), para o transpasse é feito com 0,30cm (trinta centímetros) amarrado com arame em três pontos.

A 1,5m (um metro e meio) está no ponto de andaime e juntamente com as paredes sobem-se os tubos paras as instalações hidro-sanitárias e elétricas. Na altura desejada como pé direito (nesta obra a altura foi de 2,625m) passa-se uma canaleta com ferro para fazer a amarração das paredes.

As vantagens dessa etapa são:

1- Economia em materiais;

2- Não é necessário conduítes devido à utilização dos furos do tijolo como proteção;

3-  A argamassa é usada somente na primeira fiada, sendo as camadas subseqüentes unidas com solo-cimento;

4- Obra limpa;

5- Não é preciso madeira para as formas de coluna e vigas, as canaletas e os furos as substituem;

6- A alvenaria já sobe acabada, sem necessidade de revestimento.

O tempo gasto para erguer a alvenaria acabada foi de 5 dias.

\\ tags: , ,

Matéria: João-de-Barro

A paisagem natural foi desrespeitada para dar inicio a paisagem construída, na maioria das vezes desmatando, ocupando, edificando, explorando, retirando, concretando e concretizando o que no futuro iria ser o planeta Terra febril, tornando-se notícia. O chamado “fim do Mundo” das antigas previsões e profecias tornou-se fato real entre estimativas, estatísticas, estudos, imagens de satélites, etc.

Sabemos que soluções existem para reverter este estado febril, com o corte abrangente de gases, nos próximos 50 anos, que geram o efeito estufa e principalmente inserindo mudanças na forma de pensar e de cuidar paisagens. As mudanças serão comportamentais e culturais imprimindo uma nova forma de viver dos moradores do planeta Terra, neste curto prazo de cinqüenta anos, se quisermos deixar alguém por aqui (filhos, netos, etc).

Iniciemos então o pensar - paisagem, refazendo o que de certa forma destruímos para também criar paisagens (pois a imagem de uma área desvastada também é paisagem). O paisagismo é uma expressão artística que somada a técnica não pode ser entendida apenas como ajardinamento e sim como tratamento de paisagens. O pensar paisagismo significaria, por exemplo, entender o porquê de nossas cidades do Litoral Norte Paulista possuir tão poucas ruas e espaços arborizados? (com alguma ressalva para a Ilhabela). Porque não temos nenhum parque urbano para passear, exercitar ou conviver? Será que isto se deve ao fato de estarmos aos pés do restante da Mata Atlântica, entre vários Parques Estaduais tombados e possuir a praia para nos encontrarmos nos finais de semanas?

E o cuidado de um técnico ao planejar paisagens urbanas é imprescindível para que o uso de estratos vegetais seja adequado, de escolha certa de espécies, principalmente para o plantio em ruas. O plantio inadequado e aleatório de espécies vegetais causa danos maiores à natureza, quando a mesma passa a ser “vítima de acusações e desafetos” (exemplo: muros, calçadas e fiações danificadas) tornando-se um estorvo sem a mínima intenção.

Você já pensou que muitas infâncias, talvez os teus filhos, não conheçam um cajueiro, ou uma goiabeira e quem dera uma jabuticabeira? Talvez nunca tenham arrancado uma fruta do pé? Para as crianças moradoras de grandes centros urbanos, estas frutas são líquidas e embaladas em caixinhas tetra-pak. O fato é tão absurdo e real, que mini – fazendas foram construídas para passeios e reconhecimentos com ingressos pagos e programações de férias. A pergunta é: que perfil terá esta criança envelopada apenas pela informação digital e consumindo apenas produtos fabricados de altas calorias?

O pensar – paisagem também pode mudar este quadro, quando o paisagismo for inserido nos espaços das escolas, quando o pátio virar sala de aula, e o meio ambiente natural ser compreendido e vivenciado. Então estimulemos nossas crianças a plantarem árvores. Todo homem deveria ter a oportunidade de ter filhos, escrever um livro e plantar uma árvore, pois o crescimento de uma árvore plantada registra uma história contínua, ela cresce com você.

O pensamento – clorofila (pensamento - paisagem), nos fará refletir na importância do paisagismo para as nossas cidades, para os espaços livres, para as instituições (escolas, hospitais, etc) e para as nossas casas, reforçada e ilustrada com a orientação de Roberto Burle Marx : “A missão social do paisagista tem este lado pedagógico de fazer comunicar as multidões o sentimento de apreço e compreensão dos valores da natureza, através do contato com o jardim ou parques. No Brasil onde há em parte esse desamor pelo que é plantado, é preciso insistir muitas vezes pelo choque entre posições, provocando mudanças de mentalidade”.

Antonio César de Lima Abboud

Arquiteto, Urbanista e Diretor da Secretaria de Urbanismo de Caraguatatuba

\\ tags: ,

Matéria: João-de-Barro

Seguindo uma das propostas de existência da SETECO, a de trazer para área da construção civil as inovações que não são trabalhadas no dia-a-dia dos cursos, foi feita a “Oficina de Tijolo Ecológico” com a participação dos alunos e visitantes interessados.

Como novidade deste ano tivemos também a participação de várias empresas do ramo que montaram pequenos stands, e, neste caso especificamente a VIMAQ nos trouxe uma máquina de fabrico manual de tijolo de solo-cimento.

O tijolo de solo-cimento é considerado ecológico, pois para sua obtenção não existe a “queima” do tijolo, procedimento normal quando se fabrica o tijolo comum, além de se utilizarem do solo (argila e areia) das proximidades da construção.

Com o entusiasmo da novidade, os participantes assistiram a fotos, vídeos, instruções para a mistura dos solos, do cimento, a constituição e o manejo da máquina, e, por último a confecção do tijolo.

Foram discutidos além das vantagens financeiras da obra, também o tempo de cura, assentamento, amarrações, dimensões, finalizando com os prós e contras de sua utilização.

Concluiu-se que sua adoção ainda se deve à falta de divulgação para que ele se torne material de uso corrente como o tijolo comum e seja mais largamente empregado.

\\ tags: , ,

Matéria: João-de-Barro

Empresas do Setor

As empresas prepararam seus stands, disponibilizando funcionários e produtos demonstrativos, trazendo o que há de melhor e mais moderno no Litoral Norte, proporcionando o evento ainda mais interessante e enriquecedor.

Obrigado ao Villa Shopping da Construção, Disa Ferro e Aço, Nikkeypar, Madeireira De Bonna, Furtado e Schmidth, Nakane & Bocato, JC Reciclagem e Locação, LBL Blocos e Lajes e Casa do Construtor.

Alunos

Aproveitamos também para destacar a “ExpoTeco”, exposição realizada pelos alunos que confeccionaram várias maquetes, mural fotográfico, sistema para abalos sísmicos e também aqueles que criaram aparelhos para solucionar algumas necessidades em obras, como o Nível de pêndulo a laser e o Detector de Salinidade na areia, pois como sabemos o sal ameaça as ferragens do concreto armado, acelerando a sua corrosão.

Concreto Auto-adensável

O Eng. Civil Geniclésio Ramos dos Santos, Consultor Técnico Sênior da Sika S.A., proferiu excelente palestra sobre Tecnologia de Aditivos, apresentando vastas soluções construtivas com a utilização dos mesmos, otimizando mão-de-obra, tempo e custos. No final foi executado um concreto auto-adensável, observando assim, algumas características físicas importantes para o desenvolvimento dessa nova tecnologia.

Agradecimentos aos Depósitos Copa e Villa do Jetuba que doaram os materiais e ao aluno Donizeti do 4º módulo.

Porém, o maior ganho dessa experiência foi às novas amizades, a aprendizagem, o conhecimento, valores que nunca perderemos e pelo qual é a motivação deste projeto, o Jornal João-de-Barro.

Portanto, a realização da SETECO somente foi possível devido aos esforços de todos do IFSP e as parcerias que só começaram, pois todos nós, futuros profissionais, poderemos reconhecer quais as empresas e profissionais que investem nos seus clientes.

\\ tags: ,