Matéria: João-de-Barro

Nesta fase, estaremos executando o assentamento do piso interno e revestimento da cozinha e banheiro, essa é uma etapa importante, pois evita que a alvenaria absorva a água dessas áreas molhadas na edificação.

No banheiro o revestimento é assentado até a altura na área molhada com 2m e na área seca 1,20 m, na cozinha a altura é de 1,50m, jamais esquecendo-se de fazer as impermeabilizações necessárias tanto para o contra piso quanto na argamassa de assentamento.

Lembramos que, ao levantar à alvenaria todas as marcações de elétrica e hidráulica coincidiram com os furos do próprio tijolo solo-cimento. Executamos assim toda a instalação elétrica, instalação da pia da cozinha, lavatório e bacia sanitária do banheiro. As esquadrias também são instaladas bem como as ferragens e metais. Na cozinha há um balcão que separa os ambientes (cozinha e sala), aproveitamos essa fase para instalá-la. Agora a casa está praticamente pronta, preparada para receber a pintura, essa é a próxima etapa (final).

Tempo de execução desta fase: 7 dias

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É uma etapa que exige muita atenção ao ler o projeto, pois o fator principal está na primeira fiada, pois as marcações das instalações hidráulicas, esgoto, elétricas, esquadrias e os esquadros (arranques), devem coincidir com os furos do tijolo solo-cimento, além de sempre conferir o nível e o prumo da alvenaria.

A primeira fiada é assentada com argamassa de areia e cimento e as camadas subseqüentes são feitas com solo-cimento, a cada cinco fiadas há o grauteamento (encher de concreto) nos pontos de colunas e próximos ao assentamento das esquadrias no qual servirão de sustentação para as vergas e contra-vergas.

É utilizado de duas a três etapas de ferro, no ponto de empeno é usado mais um pedaço, mede em média 1,5m (um metro e meio), para o transpasse é feito com 0,30cm (trinta centímetros) amarrado com arame em três pontos.

A 1,5m (um metro e meio) está no ponto de andaime e juntamente com as paredes sobem-se os tubos paras as instalações hidro-sanitárias e elétricas. Na altura desejada como pé direito (nesta obra a altura foi de 2,625m) passa-se uma canaleta com ferro para fazer a amarração das paredes.

As vantagens dessa etapa são:

1- Economia em materiais;

2- Não é necessário conduítes devido à utilização dos furos do tijolo como proteção;

3-  A argamassa é usada somente na primeira fiada, sendo as camadas subseqüentes unidas com solo-cimento;

4- Obra limpa;

5- Não é preciso madeira para as formas de coluna e vigas, as canaletas e os furos as substituem;

6- A alvenaria já sobe acabada, sem necessidade de revestimento.

O tempo gasto para erguer a alvenaria acabada foi de 5 dias.

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Demonstraremos abaixo, tecnicamente a execução dessa etapa da obra, e depois faremos um resumo comparativo apontando as diferenças desse método construtivo e o convencional.

Para esta obra utilizou-se uma sapata isolada com viga baldrame.

Obra Tijolo Ecológico - Fundação

Obra Tijolo Ecológico - Fundação

Fundação - Obra Tijolo Ecológico

Fundação - Obra Tijolo Ecológico


1º passo – abrir o buraco da sapata na terra;

2º passo – concretar o fundo com concreto magro para receber as ferragens da sapata;

3º passo – colocar as ferragens da sapata com arranque para receber a viga baldrame – para reforçar a proteção da sapata, costumamos colocar uma camada de cobertura de concreto sobre a ferragem de 3cm;

4º passo – concretagem das sapatas;

5º passo – fazer a caixaria das vigas baldrames – utilizamos uma viga de 17x 25cm pois o tijolo tem 15 cm, sobrando 1cm de cada lado;

6º passo – apiloamento da terra dentro da caixaria das vigas baldrames;

7º passo – colocação da ferragem das vigas baldrames;

8º passo – colocação da ferragem dos pontos de grauteamento (colunas) e instalações dos pontos de água, esgoto e elétrica;

9º passo – concretagem da viga baldrame;

10º passo – desformar a viga baldrame em 2 dias;

11º passo – Impermeabilizar as vigas baldrames com cristalizante bi componente;

12º passo – concretagem do contra piso;

Fundação - Obra Tijolo Ecológico

Fundação - Obra Tijolo Ecológico

O essencial para o sucesso de uma obra de tijolo solo-cimento é o planejamento, porque todas as instalações prediais (elétrica, hidráulica,…) e as ferragens das colunas já devem ser colocadas  antes da concretagem da viga baldrame (8ºpasso), que nesta etapa da obra é a diferença primordial do método convencional.

Na próxima edição falaremos sobre a alvenaria.

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Os estudos que orientaram o projeto do novo prédio do Campus Caraguatatuba do Instituto Federal de São Paulo conduzidos pelos arquitetos e professores do curso técnico de Edificações - Carlos Niemeyer, Nicole Castro e Romeu Caruso - tiveram um duplo aspecto: atender a questões funcionais relacionadas a dinâmica do curso de Edificações com suas salas e laboratórios especializados com plena acessibilidade bem como atender a preceitos de uma arquitetura bioclimática.

Tal conceito arquitetônico visa harmonizar a obra ao clima e as características locais da forma menos impactante possível. Questões caras ao nosso tempo foram consideradas de forma sensível e responsável no projeto. Refiro-me a economia de energia e da água consumida através da adoção de painéis solares e reserva-tórios de acumulação de águas pluviais. Tal postura revela, além de coerência com o que ensinamos em classe.

Compromisso com um paradigma de planejamento alicerçado na idéia de sustentabilidade ambiental e a consciência da finitude dos recursos naturais, da água em especial. Questões de conforto ambiental também tiveram um papel preponderante. Adoção de brises na fachada isolada, ventilação cruzada, cobertura termo-acústica com pintura reflexiva, revestimentos de baixa absorção energética foram pensados de forma a evitar o máximo possível os caros recursos artificiais de acondicionamento de ar. O próprio partido arquitetônico atenua uma inevitável fachada cega castigada pela insolação. Uma arquitetura discreta que não se impõe no contexto local, a ser complementada com adequado tratamento paisagístico já que a vegetação age ela própria como termo-reguladora da temperatura.

Idealizado em tempo recorde para implantação em terreno doado pela prefeitura o projeto revela o duplo compromisso do curso de Edificações e do IFSP: difusão do conhecimento com responsabilidade social e ambiental. Esse é nosso propósito enquanto educadores e profissionais de projeto.

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