Matéria: João-de-Barro 

Nos dias de hoje em que a que as questões ambientais ganham espaço no dia-a-dia das pessoas, é comum alguém se lembrar da Agenda 21, sem entender do que se trata.

 Ela foi criada durante a Conferência de Meio Ambiente realizada no Rio de Janeiro em 1992, quando 179 chefes de Estado  se comprometeram a colocar em prática a Agenda 21. Na ocasião estava clara a necessidade das nações reverem seus conceitos e processo de desenvolvimento sob o risco de esgotar o planeta.

 A Agenda 21 trata das grandes questões relacionadas às políticas de desenvolvimento sustentável, com temas que abordam desde a produção e consumo à luta para erradicar a pobreza do mundo, da dinâmica demográfica à proteção à saúde, do uso da terra ao saneamento básico, da eficiência energética à proteção dos menos favorecidos.

 O Litoral Norte de São Paulo deu início a proposta de criação de sua Agenda 21 Regional em 2003, resultando na construção do Fórum Regional da Agenda 21, nas Agendas 21 Locais de cada município, na elaboração do Plano Regional de Desenvolvimento o Sustentável, na publicação de material de divulgação, além da criação de uma rede de contatos entre instituições públicas, privadas, sociedade civil organizada ou não com um objetivo comum que é o de melhorar a qualidade de vida desta e das futuras gerações.

 Como podemos ver a Agenda 21 não está relacionada apenas com o meio ambiente, mas também com as questões sociais, econômicas e institucionais. Muitas iniciativas estão sendo tomadas neste sentido como a Agenda 21 da Juventude, a Agenda 21 nas escolas, etc. Tudo isso é AGENDA 21.

 A partir desta edição o Jornal João de Barro inicia uma série de reportagens sobre a Agenda 21 de Caraguatatuba e a relação com a Construção Civil.

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Matéria: João-de-Barro

Por: Carlos Niemeyer

Não faz muito tempo em artigo neste jornal chamei atenção para necessidade de se integrar a natureza no ambiente urbano, sistemática comum às cidades de gestão mais progressista, e que a nossa cidade encontrava-se (até aquele momento) em déficit nesse sentido. Portanto é motivo de satisfação estarmos presenciando sinais em direção a  concepção de uma cidade sustentável como prova o atual trabalho de arborização que a prefeitura vem executando em nossas calçadas.

A paisagem urbana é composta por espaços livres e espaços edificados sendo os primeiros formados por nossas calçadas, quintais, praças e parques, sendo a arborização  importante componente de qualificação dessa paisagem. Cabe as prefeituras executar e manter uma eficiente arborização em áreas públicas plantando espécies preferentemente nativas e de porte adequado.

Numa perspectiva contemporânea de bem viver, entendemos que as árvores devem fazer parte do ambiente urbano pelo importante papel que oferecem à melhoria da qualidade de vida da população como um todo. As árvores não só embelezam a cidade mas fornecem atrativos como sombrear caminhos, absorver partículas poluentes,  amenizar o micro-clima, abrigar à micro-fauna  e muitas outras vantagens.

Você já percebeu que qualquer cidade desenvolvida do mundo possui ruas e praças bem arborizadas? Ao contrário é fácil perceber o quanto são áridas e as ruas em cidades subdesenvolvidas.

É sempre interessante reiterar o cuidado que devemos ter com relação as árvores plantadas defronte nosso comércio ou casa: não a danifique fixando pregos ou publicidade. Não pinte seu tronco de branco ou quebre galhos o que pode prejudicar seu crescimento diminuindo sua expectativa de vida. Auxilie o poder público e contribua regando a muda de sua calçada ao amanhecer e ao entardecer nos dias quentes.
Devemos lembrar que povos desenvolvidos e cidades desenvolvidas são faces de uma mesma moeda. E a arborização é elemento de destaque nas boas cidades. Qual modelo de cidade você gostaria de viver?

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Matéria: Jornal João de Barro


Caraguatatuba e o Projeto Município Verde

Campos Júnior, Secretário de Meio Ambiente de Caraguatatuba esclarece o andamento do projeto.

Em abril de 2009, Caraguatatuba sediou evento promovido pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente para capacitação do Projeto Município Verde, que propõe diretivas ambientais que envolvem: Educação Ambiental, Esgoto Tratado, Lixo Mínimo, Estrutura Ambiental, Conselho Municipal de Meio Ambiente, Mata Ciliar, Poluição do Ar, Habitação Sustentável, Arborização Urbana e Uso da Água.

Na entrevista o Secretário esclareceu que cada uma das diretivas possui sua prioridade, porém seus desdobramentos implicam em mudanças legislativas (Câmara Municipal) e que o primeiro passo está sendo feito e consiste na leitura da situação atual da cidade e fazer uma conexão entre a Secretaria de Meio Ambiente Municipal servindo de interlocutor para a Secretaria do Estado, que enviará sugestões e projetos de leis para viabilizar as ações.

No que se refere a Habitações Sustentáveis, existe uma preocupação por parte da Secretaria de Urbanismo para criar leis, normas e diretrizes para se adequar ao projeto visando favorecer empresas e construções que utilizem madeiras de origem comprovada e certificada.

Um dos maiores problemas do município é o lixo, mais especificamente o RCD (Resíduo de Construção e Demolição), embora exista a Lei Municipal 1490/2007 que aborde o seu Gerenciamento, inexiste um programa que trate a origem, disposição, transporte e processamento desse material. A meta agora é reformular e atualizar essa Lei e outras diretrizes seguindo modelos de cidades que desenvolvem o Projeto.

Foi proposto pelo Prof. João Dalton, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de São Paulo - Campus Caraguatatuba, uma parceria entre os alunos do Curso Técnico de Edificações e Prefeitura para atuarem em pesquisas, estudos e sugestões ao Projeto.

De uma forma geral a Prefeitura está se mobilizando para efetivar as ações para receber o Certificado de Município Verde pois este credencia o município como prioritário na obtenção de recursos públicos do Governo do Estado de São Paulo.

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