Matéria: João-de-Barro

Nesse último mês, as chuvas têm castigado as cidades, antes somente grandes municípios viviam esse caos, hoje não precisamos sair do nosso Litoral Norte para sentir na pele o transtorno dos alagamentos.

Os blocos modulares de concreto formam um sistema intertravado de pavimentação, devido ao encaixe de suas peças, além disso, são conhecidos como pavimentos drenantes (pavers), pois são assentadas diretamente sobre a camada de solo e areia, as juntas entre os elementos de concreto permitem o escoamento da água de chuva facilitando assim a drenagem, onde a água não vai em sua totalidade para os bueiros e córregos sendo absorvida pelo solo, por isso essa é uma das soluções alternativas para amenizar as enchentes.

Entre várias vantagens a serem destacadas está à economia, o custo na região é de R$31,00 à R$35,00 /m², o número de peças por m² é 17 a 50 unidades, dependendo do formato, com baixo custo na manutenção, a peça pode ser retirada e recolocada para correção da base do assentamento (areia), não necessita de mão-de-obra especializada para a aplicação. As peças coloridas que eventualmente mancharem não precisa de substituição, pois é só retirar e virar ao contrário reassentando-a. Após a instalação e manutenção o local é logo liberado para o tráfego. Absorvem menos calor quando as peças têm tonalidades mais claras.

Estéticamente é possível criar ambientes diferenciados e únicos, dando efeito de pedra natural, há uma gama de cores, formatos, funcionalidades e espessuras que varia de 6 a 10cm, dependendo de sua aplicação: tráfego leve – ciclovias, calçadas, praças, estacionamentos, garagens, jardins, entre outros - sendo a resistência a compressão em 35 MPa e tráfegos pesados – estradas, pátios de descargas, terminais portuários, postos de gasolina, etc - nesse caso a resistência a compressão chega a 50 MPa.

O cuidado necessário para esse tipo de situação é ter um projeto bem calculado para determinar a espessura dos blocos e principalmente cuidados na execução da sub-base e subleito, importante lembrar que nesse caso é preciso mão-de-obra especializada e a brita ou bica corrida utilizada é substituída por entulho limpo na granulometria correta. Cidades do Litoral, vale a pena investir nessa opção!

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Matéria: João-de-Barro

Cada vez mais se fala em bio-construção, ou seja, construir com menos impacto ambiental, usando materiais que causam baixo impacto na natureza e interagindo com o ambiente à sua volta. O uso consciente de materiais que podem ser reciclados, o reaproveitamento da água da chuva, dispositivos que economizem água e energia e outras inovações que um bom arquiteto já disponibiliza no ato do projeto da casa. Para a estrutura de madeira, é sempre necessário lembrar que a madeira de reflorestamento já ocupa lugar importante no projeto e já está disponível para todas as aplicações.

Quando uma floresta é desmatada, até as árvores que ficam em pé são prejudicadas, pois embora sobreviventes, precisariam da proteção da mata que estava à sua volta, e acabam perecendo. Ou seja, o desmatamento no Brasil está atingindo dimensões catastróficas e percebemos a dificuldade dos órgãos ambientais em conter os abusos. Cabe também a nós consumidores na hora de comprar madeira para construir termos consciência ambiental. E isto vem acontecendo embora lentamente nos últimos anos, pelo menos em Ilhabela.

Mais e mais pessoas têm optado pelo eucalipto e pinus autoclavado, árvores exóticas, ou seja, que não pertencem à nossa floresta nativa e que, podem ser usadas com segurança em sua obra quando tratadas pelo processo de autoclave com CCA (arseniato de cobre cromatado), que lhes garante proteção contra cupins e outras pragas e o apodrecimento. Além disso, uma madeira nativa serrada de 20 x 20 cm vem de uma árvore da floresta que tinha mais de 100 anos de vida, enquanto o eucalipto e o pinus atingem esse diâmetro para corte entre 08 e 12 anos, plantados em áreas já utilizadas em outros cultivos, portando minimizando assim o impacto ambiental.

Em relação à substituição da estrutura de concreto pela de eucalipto, considere que todos os materiais usados na alvenaria são de fontes não renováveis, extração de pedra, ferro, areia e dos minerais usados na fabricação do cimento, sendo assim um impacto ambiental irreversível. Outra vantagem é a alta resistência que o material apresenta quando solicitado, em flexão de 121,4Mpa e compressão, paralela às fibras, de 62,8Mpa, características que permitem vencer grandes vãos sem colunas.


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Matéria: João-de-Barro

Por: Michelle Saig

Antes da execução é importante analisar o custo/benefício do sistema. Primeiramente verificamos os elementos de captação:

- Calcular quanto de água da chuva seu telhado é capaz de coletar.
É necessário ter a precipitação média da região,  assim você poderá programar suas atividades com os períodos de mais ou menos chuvas, cada milímetro vai indicar que caiu 1l/m², depois basta multiplicar pela área do telhado

Precipitação Média da Região (mm)

Jan/09 - 486,20 Jul/09 - 215,70
Fev/09 - 127,70 Ago/09 - 120,10
Mar/09 - 73,80 Set/09 - 248,30
Abr/09 - 335,70 Out/08 - 236,10
Mai/09 - 63,50 Nov/08 - 523,20
Jun/09 - 64,80 Dez/08 - 386,40
Precipitação Média x Área do Telhado

= Volume Disponível

- Quanto mais lisa e inclinada for a cobertura, calhas e tubos de drenagens da área de captação, melhor será o desempenho do sistema;

- Calcular o tempo ou qual a quantidade de água que precisará escorrer pelas calhas para lavar o telhado, removendo toda a sujeira. A sugestão é de 2l/m², mas esse valor pode variar muito, conforme a limpeza e conservação da cobertura, calhas e condutores; Alguns fatores deverão ser observados, como:

- Se tem árvores com galhos acima dessa área e se soltam muitas folhas, flores, frutos;

- Qual a incidência de aves que pousam e constroem ninhos e de bichos (ratos, gatos, etc) que circulam sobre essa área.

Analisemos o armazenamento:
- Calcular consumo mensal de água para fins não potáveis na residência;
Recomendamos fazer um sistema simples (de 200, 500 ou 1.000 litros) e usar a água de chuva dessa pequena cisterna, se acabar, use a água normal da rede.

- Espaço disponível para a  instalação. Geralmente uma cisterna deve ser instalada enterrada com apenas a tampa de inspeção para fora, ou em caso de cisterna em alvenaria, deve ficar pelo menos 50cm acima do nível do piso para evitar que escorra água contaminada para dentro da cisterna.

- Temos que contabilizar a mão- de-obra e os carretos para a retirada de terra.

Caso não haja espaço disponível e/ou não compensar o investimento para instalar uma cisterna, sugerimos uma opção mais viável, que é a instalação de um ou mais reservatórios verticais, como por exemplo as bombonas (tambores) de 200l, facilmente encontradas em revendedores de tambores. Que ocupam menos de 1m², e podem ser instaladas so-bre uma base elevada para aproveitar a força da gravidade, eliminando o uso de bombas de água.

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Matéria: João-de-Barro

Por: Cristiane Rosa

Já aconteceu em um simples passeio pela calçada deparar-se com uma montanha de entulho e esta atrapalhar sua passagem? Ou ao observar a paisagem, terrenos baldios repletos de lixo e entulho?  Também as caçambas que ocupam as calçadas na frente das obras, além de conter os entulhos, depositam sofás, geladeiras velhas e animais domésticos mortos.

A quantidade de entulho gerada no Brasil é em média 500 kg por habitante, e a cada três casas construídas, uma é jogada literalmente no lixo por conta dos desperdícios absurdos gerados nas obras. Em Caraguatatuba e no Litoral Norte o problema é mais grave, pois existem pouquíssimas áreas adequadas para se jogar o entulho fora.

Esse é um problema que as cidades do Litoral Norte tem enfrentado devido a expansão do processo construtivo e necessita de medidas urgentes, pois muitos desconhecem as normas técnicas, resoluções, legislações e locais corretos para deposição do mesmo, tanto por parte dos habitantes como dos profissionais envolvidos.

Por isso, o IFSP – Campus Caraguatatuba preocupa-se em preparar seus alunos dos cursos de Construção Civil e Edificações como técnicos responsáveis por ações que promovam a gestão sustentável de resíduos sólidos de construção e demolição (RCD), priorizando sempre a redução da geração dos resíduos direto da fonte (canteiro de obra) e elaborando soluções ambientais através de diagnósticos, correta destinação, reuso e reciclagem.

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